Por Paulo Lima, CEO da Skynova
O entusiasmo com a inteligência artificial segue crescendo, inclusive em um ritmo que as empresas já não conseguem acompanhar. Não por falta de vontade, mas por um problema estrutural, já que sustentar a IA vai muito além da compra de uma ferramenta ou contratação de um especialista.
O primeiro obstáculo está na qualidade dos dados. Se eles estão fragmentados, espalhados em caixinhas que não se comunicam, não adianta ter o melhor modelo do mercado. Nesse cenário, a IA vai devolver resultados tão inconsistentes quanto a base que a alimenta.
Além disso, quando falamos em infraestrutura, pensamos imediatamente na parte física, nos data centers e na nuvem, e esse tem sido um ponto crítico. Segundo mapeamento do Hub de inovação Maravalley, o Brasil é o país da América Latina com mais data centers em atividade, com cerca de 169 unidades. Ainda assim, diante da demanda crescente, esse número não é suficiente para resolver nosso gargalo.
Uma pesquisa da Axia Energia, divulgada em agosto de 2026, apontou que três em cada quatro startups brasileiras de IA pretendem aumentar o uso de infraestrutura computacional nos próximos doze meses. Ou seja, o avanço da IA no país depende diretamente de uma expansão coordenada desses centros, com planejamento energético e logístico. Caso contrário, a conta não fechará.
Leia a matéria completa: Toda empresa quer IA, mas nem todas estão preparadas para sustentar a infraestrutura que ela exige – Startupi
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