Paulo Lima fala para “O Estadão”: Gestores de IA, profissionais que vão liderar humanos e máquinas nas empresas

O que fazem esses profissionais: Entenda esse cargo de liderança

Mais do que uma febre passageira, a inteligência artificial (IA) vem transformando estruturas corporativas no mundo inteiro. Com ela, uma nova figura desponta nas organizações: o gestor de IA. Trata-se de um profissional híbrido, ao mesmo tempo técnico e estratégico, cuja missão é organizar equipes formadas por humanos e máquinas — e sua importância começar a crescer à medida que agentes de IA são incorporados aos processos das companhias.

De acordo com um levantamento global da Amazon Web Services, 60% das empresas já contam com executivos dedicados à IA, como um Chief AI Officer (CAIO), ou apenas diretor de inteligência artificial. A pesquisa, feita em nove países, incluindo o Brasil, também aponta que 92% das organizações pretendem contratar profissionais com habilidades em IA generativa até este ano. Esse crescimento acompanha outro dado do Fórum Econômico Mundial, divulgado em 2020: até o ano que vem, o mundo terá cerca de 97 milhões de novos trabalhadores com competências digitais avançadas, compensando os 84 milhões de postos perdidos para a automação.

No Brasil, a aceleração é visível. Um levantamento da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) estima que a procura por profissionais de IA cresça 150% só neste ano.

Para Paulo Lima, CEO da Skynova, que oferece soluções em nuvem, esse é um reflexo da maturação do mercado: “O mercado percebeu que a IA parou de ser tendência e virou diferencial competitivo. Porém faltam profissionais com perfil híbrido que entendam do negócio, mas que também saibam conversar com engenheiros”.

Esse perfil híbrido exige uma combinação de competências técnicas e humanas:

“Naturalmente, e acima de tudo, deve ser um grande curioso e antenado em inovação e tecnologia”, explica Lima. “Se o profissional não tiver o espírito de saber navegar por incertezas, indefinições e muita novidade, acabará sofrendo demais.”

 

Agentes de IA

Esses agentes são cada vez mais comuns nas organizações e seu potencial vai além da automação básica. “Arrisco a dizer que os nossos agentes de IA são parceiros dos nossos colaboradores em troca de ideias, validação de hipóteses e apoio no aprimoramento de conceitos”, afirma Lima.

 

Profissional do futuro

Apesar de ainda haver receios sobre a substituição de pessoas por máquinas, a maioria dos especialistas acredita que a IA trará mais oportunidades do que ameaças. Lima reforça:

“O profissional que conseguir aprender rápido, colaborar com IA e manter o lado humano afiado, vai ter lugar garantido nessa nova economia. E spoiler: equipes mais enxutas não são sinônimo de equipes menores – mas sim mais inteligentes”.

Ao olhar para o futuro, os especialistas são unânimes: a IA não será um recurso periférico, mas uma base essencial para o funcionamento das empresas.

No fim, o que está em jogo não é apenas a adoção de novas tecnologias, mas a criação de uma cultura empresarial capaz de combiná-las com sensibilidade, ética e propósito. Os gestores de IA, com seu perfil multidisciplinar, ocupam o centro dessa transformação. E talvez o maior risco não esteja em delegar funções à IA, mas sim em não qualificar e preparar os humanos para lidar com ela.

Link para a matéria: https://www.estadao.com.br/link/inovacao/gestores-de-ia-o-que-fazem-os-profissionais-que-vao-liderar-humanos-e-maquinas-nas-empresas-nprei/

 

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